Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007

Foi o teu gelo que me atraiu...

Quando cheguei à casa do clã, fiquei estupefacta com a deslumbrante sala de recepção. Olhei para eles todos de forma a não dar muito nas vistas, porque a minha vontade era de fixar o meu olhar sobre cada um deles…

 

Embora sentindo-te ao meu lado, fiquei um pouco apreensiva com aquele quadro defronte de mim. O teu pai aproximou-se de mim e cumprimentou-me de forma bastante simpática dando-me as boas vindas. Retribui com um sorriso nervoso.

 

Olhaste para mim e balbuciaste:

 

- Jas, aqui estás em casa, podes estar à vontade…

 

Olhei-te nos olhos  e percebeste de imediato que eu estava pouco à vontade e receosa. Afinal, eu estava perante uma família de vampiros!

 

O pai era um homem lindo bastante jovem. A mãe bela e jovem, também. Movia-se de um lado para o outro com grande agilidade. Fazia morrer de inveja qualquer mulher…

 

Os outros, supostamente, os filhos adoptados mais pareciam bonecos de porcelana. Olhavam-me com aqueles olhos característicos de cor mel reluzentes.

 

Fiquei ali alguns minutos perdida nos meus pensamentos.

 

- Jas, anda vou mostrar-te a nossa casa!

 

Senti a tua mão gelada sobre a minha e levaste escada acima com a rapidez de sempre, que mal consigo pôr os pés no chão.

 

- São todos teus irmãos? – perguntei-te.

- Não procriamos Jas! O meu pai adoptou-nos, tornando-nos iguais a ele – respondeste friamente.

- Posso fazer-te uma pergunta? – retorqui-lhe.

- Podes

- Se me mordesses, eu ficaria como tu? – perguntei timidamente.

 

Olhaste para o meu rosto, sem olhares os meus olhos e pegando-me nas minhas mãos levemente, como sempre o fazias, respondeste-me:

 

- Jas, eu amo-te tal e qual como és. É humana! Incrivelmente sensível! Transpiras, respiras, tremes, quase desmaias quando te aperto e encosto os meus lábios nos teus…

- Sim, mas se eu fosse igual a ti tudo seria mais fácil!

- Tens medo de mim e da minha família? É isso, Jas? – perguntaste-me incrédulo.

- Não, sabes bem que não – ele sentiu o meu nervosismo. Eu sabia que tu lias os meus pensamentos, sentias os meus receios…

- Anda, vou mostrar-te uma coisa. Colocaste a tua mão na minha cintura e levaste-me até aos teus aposentos.

 

Fiquei pasmada a olhar! Era um quarto enorme! Tinhas pilhas de CD’s e de livros. Ao fundo encontrava-se a tua cama e junto à enorme janela virada para norte, havia um sofá e junto dele um candeeiro de pé. Da janela via-se um enorme prado que se estendia por uns quilómetros.

 

- Vês este quadro – disse-me apontando para a parede oposta à da janela.

- Sim. Quem é? – perguntei,  curiosa. Trata-se de um mulher linda, mas um pouco diferente dos do clã. Senti-me um pouco ciumenta.

- Fui eu que o pintei! Tenho esta imagem na minha cabeça. O meu pai disse-me que era a minha mãe enquanto fui humano.

 

Fitei-o espantada.

 

- Lembras-te dela? – perguntei-lhe atónita.

 

- Não! Nem sei quem foi. Apenas a pintei porque tinha esta imagem diante dos meus olhos e o meu pai é que a identificou. Resolvi colocá-la aqui no meu quarto.

 

- Jas, anda, vamos para baixo, tens de comer qualquer coisa, deves ter fome. Vocês, humanos comem várias vezes!

 

Agarrei-me ao braço dele e olhei-o nos olhos.

 

- Achas que eles gostaram de mim? – perguntei.

- Jas, todos aqui gostam de ti, à excepção de mim, que te amo! Estás com medo?

- Claro que não – respondi. Não estava a mentir, junto dele sentia-me em segurança.

 

Deste-me um abraço, envolvendo o meu corpo no teu, um pouco bruscamente, quase senti os meus ossos rangerem.

 

- Ups, desculpa , Jas – disseste olhando para mim aflito.

 

- Não foi nada – sorri e coloquei-me em bicos de pé para lhe beijar os lábios. Senti aquela sensação electrizante quando toquei na tua pele. Pareciam pequenos choques eléctricos!

 

Pegaste-me ao colo e deslizamos escada abaixo.

 

 

Continua nos próximos capítulos….

 Rabat

publicado por rabat_bat às 13:56
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