Terça-feira, 27 de Novembro de 2007

No dia do meu aniversário

Hoje é o dia do meu aniversário!

 

Estacionei o carro junto do teu. Foste ao meu encontro, abriste a porta e estendeste as mãos segurando o meu rosto. Sempre me tocaste com muito cuidado, enconstavas suavemente as pontas dos dedos às minhas têmporas, às maças do rosto e ao encontro do maxilar. Era como se eu fosse especialmente frágil.

 

- Hoje, mais do que nunca, estás linda – sussurraste, soprando no meu rosto com o teu doce hálito.

 

Olhei para os teus olhos dourados, pareciam incendiados.

Senti a minha cabeça girar quando te aproximaste e encostaste os teu lábios aos meus. A tua boca deteve-se na minha, macia e meiga até eu colocar os braços à volta do teu pescoço e entregar-me ao beijo expressando um entusiasmo excessivo. Consegui sentir a minha pulsação palpitar nos ouvidos e sob a palma das minhas mãos, o meu coração batia aceleradamente.

Os teus dedos percorreram a pele do meu braço, desenhando padrões e provocando-me uma reacção de pele de galinha.

Abraçaste-me, senti os teus lábios tocarem-me no cabelo, o que por si só provocava uma inquietação frenética dentro de mim.

 

- Vem dar um passeio comigo, preciso de falar contigo – sugeriste.

 

Fiquei séria, nunca falaste nesse tom para mim. Tive um mau pressentimento, o que nao me agradou. Segui-te de má vontade, tentando raciocionar apesar do medo.

Andámos em silêncio durante algum tempo e parámos junto a uma arvore. Olháste-me fixamente. Inspiraste fundo.

 

- Jasmin, vou embora.

 

Estremeci. Os meus olhos ficaram trémulos e húmidos. Uma voz dentro da minha cabeça vezes sem conta – porquê?

 

Finalmente consegui balbuciar algumas palavras.

 

- Vais deixar-me? Perguntei baixinho.

- Jasmin, temos de continuar...Não podemos magoar quem nos ama.

 

Abanei a cabeça, para trás e para a frente, tentando aclarar as ideias

Tu esperaste sem evidenciares qualquer sinal de impaciência. Alguns minutos passram e eu consegui falar.

 

- E o que sinto por ti? O que sentes por mim? Não é amor? Não é amar? Quis mostrar-me zangada, mas parecia apenas que implorava.

- Não, Jasmin. Estou a fazer-te mal. A ti e a mim, entendes-me?

- Cala-te, cala-te- gritei, furiosa, com as palavras que irromperam na minha boca.

- Podes ficar com tudo – a minha alma, o meu coração, o amor, tudo! Não quero nada sem ti...é tudo teu...

 

Respiraste fundo, com o olhar fixo no chão, sem nada veres, durante um longo tempo.

Quando finalmente ergueste o olhar, os teus olhos estavam diferentes, frios e duros.

 

- Jasmin, acabou, não quero mais nada contigo – proferiste estas palavras lentamente e com precisão, de olhos pregados no meu rosto, vendo-me entender o que tu querias dizer.

 

Seguiu-se um momento de silêncio, um silêncio quase insustentáavel, ouvi dentro de mim várias vezes as tuas palavras.

 

- Bem então isso muda tudo – fiquei surpreendida com a calma e serenidade da minha voz, devia ser por estar abatida.

 

Olhavas para as árvores quando voltaste a falar.

 

- Vou amar-te sempre. Mas estou farto de fingirmos o que não somos.

 

Fitaste novamente o meu rosto.

 

- Deixei que se arrastasse muito tempo e peço desculpa por isso.

 

- Não – a minha voz não passava agora de um sussurro; tomei consciência da realidade, que percorria com ácido nas minhas veias.

Sentia o meu corpo entorpecido. Não sentia nada abaixo do pescoço.

 

- Promete-me que não vais fazer qualquer loucura, Jasmin.

- Em troca, prometo que nunca mais me verás. Podes continuar a tua vida sem mais interferência minha, será como se eu nunca tivesse existido.

 

Agarraste os meus pulsos e prendeste-mos junto ao corpo, de lado. Inclinaste-te e encostaste os teus lábios à minha testa. Os meus olhos fecharam-se.

Quando os abri, vi-te caminhar em passo lento em direcção ao teu carro.

Permaneci ali durante algum tempo.

O amor, a vida, o sentido… tudo terminado.

Caminhei, caminhei…o tempo deixou de ter qualquer lógica. Caminhei durante horas.

Fazia frio e o cansaço apoderou-se de mim. Tropecei várias vezes. Já anoitecera completamente, quando por fim tropecei em algo, talvez numa raiz de uma árvore e caí no chão.

Senti-me gelar, tentei enrolar-me em mim própria, mal consegui mexer o corpo. Não sei quantas horas ali permanecei.

Pareceu-me ouvir vozes, alguém gritava o meu nome.

 

- Jasmin, Jasmin, acorda!

 

Parabéns a você, nesta data querida

muitas felicidades

muitos anos de vida

Hoje é dia de festa

Cantam as nossas almas

Para a menina mamã

Uma salva de palmas

 

Abri os olhos com dificuldade, levantei o rosto para receber um beijo e olhei para elas e sorri, sorri, sorri…

 

publicado por rabat_bat às 08:29
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Terça-feira, 20 de Novembro de 2007

Tudo começou quando fechei os olhos...

Sentei-me perto da janela que dava para o patamar da entrada principal da minha casa.

 

Já era de noite e lá fora fazia frio. O vento soprava forte, batia  nas portadas e fazia-as ranger. O som ensurdecedor das arvores inquietavam-me e assustavam-me.

Não sei quanto tempo ali permaneci…

 

Encostei-me à parede junto da janela e fechei os olhos, mordisquei o lábio inferior e sorri baixinho, pensei em ti, imaginei-te ali, naquele lugar, no tempo, na hora …ali mesmo junto de mim. Escorreguei um pouco e fiquei de cócoras. As minhas mãos entre pernas tremiam um pouco, de nervosismo, de excitação, de desejo…quero-te aqui presente …

 

Acaricio os meus seios. Com as duas mãos aperto-os um contra o outro.

 

Fecho os olhos com força, preciso de tornar real a minha imaginação…

 

Deito-me no chão … quase sinto o teu toque, o cheiro da tua pele, a tua respiração descontrolada…

 

Enrolo-me sobre o meu corpo…masturbo-me…

 

A minha língua faz a passagem pelos meus lábios humedecendo-os…

 

De repente, senti-te, invadiste-me, possuíste-me…estavas louco…

 

Levantaste-me com as tuas mãos assentes nas minhas ancas e sentaste-me ao teu colo, dançamos como loucos... senti-me uma deusa possuída pelo demónio!

 

Não dei pelas horas passarem…acordei com o corpo enturpecido e frio no chão junto da janela.

 

Levantei um pouco a cabeça e procurei uma peça de roupa…

 

publicado por rabat_bat às 18:56
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A Insustentável Leveza do ser

    

 

 

Hoje estou naqueles dias em que para mim o silêncio é tudo!

O vento que sopra lá fora incomoda-me os sentidos.

Fico inerte em cima da minha cama, com o olhar perdido no infinito…

Não quero pensar

Vazio, vazio dentro da minha alma

Vazio no meu coração

É o meu estado d’alma Que me apoquenta a mente

É insustentável a leveza do ser…Milan Kudera

Chego a não suportar a dor que há em mim

Quero silêncio, desejo perder-me no infinito, correr para não voltar

Eis-me ali!

Lá longe onde ninguém me possa avistar…

sinto-me:
publicado por rabat_bat às 18:20
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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007

Jogo Erótico...

                           

 

 

                            

 

 

O teu olhar está apaticamente cravado a olhar para as minhas pernas.
Primeiro penso que é mero acaso: estás a pensar em qualquer coisa e distraido o teu olhar pousa nas minhas pernas.

No entanto, começo a perceber que nao estás a pensar em qualquer coisa, mas sim nas minhas pernas.

 

Será por que estou sentada à tua frente?

Enquanto o monitor comenta a estratégia para conseguir melhores resultados nos exames, à minha frente estás tu, que sem duvida alguma, nao estás nada interessado na formação.

Chamas-me a atenção e começo a testar-te...

Ponho as pernas paralelas, inclino-as ligeiramente para um dos lados e roço-as uma na outra, de forma que as meias de nylon pruduzam um som quase imperceptível e erótico...ficas vermelho que nem um tomate.
Mudo de posição, balanço ligeiramente os pés nos saltos altos, estico um pouco as pernas por baixo da mesa, na tua direcção.
Hum... estalas os nós dos dedos da mão, alargas o nó da gravata.

Tenho vontade de rir deste jogo idiota, nao tarda muito ainda te cai saliva pelos cantos da boca...

Volto a cabeça para o monitor e esqueço este episódio...

 

Escrito por: Ana Jasmin

sinto-me:
música: Je t'aime moi non plus
publicado por rabat_bat às 18:59
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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2007

POSSUÍ-ME...VÁ...NÃO PÁRES AGORA

  

 

 

Sentes-me aqui? Estás a sentir que tento enroscar-me em ti…
Venho devagarinho e não dás por nada. Sou uma intrometida!
Olha para mim! Vês o meu sorriso? Sim! Ficas embevecido a olhares
as covinhas que faço no rosto…

Estou vazia…de nunca te ter tido!

Sentir o teu calor, os teus mimos…
Queria perder-me em ti…
Desejo-te perderes em mim…
Um mundo só nosso…
Uma vida que só a nós nos diz…
Dá-me a mão, entrelaça os dedos,
Aperta – me, abraça-me…
E vamos! Leva-me, leva-me para longe, foge comigo…
Quero ser tudo contigo…
Quero olhar-te e dizer aos teus olhos
Sou tua, pertenço-te…
Possuí-me onde quiseres…
Juntos somos tudo…
No meio do nosso nada.
Ama-me, deseja-me,
Sussurra-me ao ouvido,
DESEJO-TE

sinto-me:
música: Enigma
publicado por rabat_bat às 16:05
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...

 

Dou-te todo o poder...

publicado por rabat_bat às 14:11
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